Compartilhando o movimento com o próximo

 

COMPARTILHANDO O MOVIMENTO COM O PRÓXIMO 



          

             Participantes do forró universitário aprendendo novos passos de dança

                                         Créditos: Júlio Silva


  Ao chegarmos no Forró Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei, apresentado no domingo, dia 27 de abril, às 17 horas, o ambiente estava animado: se escutava o gênero musical forró tocando na caixa de som e uma diversidade de pessoas dançando conforme o ritmo. Começamos o trabalho da entrevista tirando fotos, fazendo vídeos e observando quem poderia ser a nossa entrevistada. De repente, avistamos uma mulher na qual percebemos se encontrar em sintonia com a dança e, ao termos uma brecha, resolvemos convidá-la para uma conversa.

  A percussionista do forro universitário Lidiane Villanacci,graduada em Psicologia e principiante no local, se manteve com muito empenho ao convite. Era a primeira vez da reportagem e de Lidiane, nossa entrevistada, no Forró Universitário. Dessa forma, nos conduzimos a um espaço mais afastado do som, do qual a própria entrevistada teve como escolha.

                

                

                   Entrevista de Lidiane Villanacci feita por Julio Silva

                                    Créditos: Danielle Medeiros

               



Julio Silva: Como você se envolveu no Forró Universitário?

Lidiane Villanacci:É a primeira vez que eu estou vindo dançar aqui no Forró do Dom Bosco, mas eu toco forró em outros lugares, como na Batucada Popular, onde eu toco pandeiro. Aqui em São João é um ótimo lugar para aprender e desenvolver a percussão. Eu danço também no forró do Boêmios e nas festas universitárias. 


JS:Qual era o seu nível de dança antes do forró?

LV:É bem iniciante.


JS:O que o forró contribui para a sua vida?

LV:Acho que dançar em si é uma forma de saúde,trabalhar o corpo, de linha de fuga,uma forma de se expressar, e aprender dançar com outra pessoa também é muito interessante, porque você está ali compartilhando o movimento com outra pessoa. 


JS:Você acha que o Forró Universitário pode melhorar alguma coisa?

LV:Acho que está tudo tão perfeito, tão legal.O horário é ótimo, o espaço e a música são bons.


JS:O que o Forró Universitário enfatiza na cultura para você?

LV:Ele movimenta as pessoas, faz a gente sair do isolamento de nossas casas para dançar e nos conectar com outras pessoas, trabalhando a saúde mental e social,além de aprender os passos que contribuem para o desenvolvimento como dançarino. 


JS:Você acha o Forró Universitário acessível para a sua comunidade?

LV:Isso é uma pergunta boa.Como é gratuito acho que é acessível, mas para quem trabalha e estuda a semana inteira, às vezes, não consegue vir no domingo, porque tem uma carga de trabalho em casa, mas também é questão de organização.Talvez, a questão de tempo não sei, mas, por ser aberto a todos, acredito que é acessível sim.   


JS: Você acha que o forró é um bom lugar para o comunicação entre as pessoas?

LV:Sim, é super necessário. A gente só aprende no contato com o outro, na troca e na conversa. Os instrutores vão te falando, vão te explicando, não olham para o chão o tempo inteiro. É bem interessante.



JS:Se fosse para descrever o Forró Universitário em uma palavra, qual seria?

LV:Uma palavra para o forró. Alegria.



  

                      Grupo de participantes do forró Universitário feito no Dom Bosco

                                                  Créditos:Júlio Silva


 REPÓRTERES


DANIELLE MEDEIROS 

JÚLIO CÉSAR SILVA


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