A presença da objetividade e subjetividade na informação jornalística

 Thais de Abreu Assis e Larissa Lacerda



A imparcialidade humana e subjetividade no contexto jornalístico


  Desde o início da humanidade nunca houve uma objetividade presente, já que temos a tendência de estar de acordo com o que nos favorece. Somos uma página em branco sendo construída a partir de culturas, contatos, aprendizados, dentre outros fatores, que moldam a forma com que agimos e pensamos.

 Como dito por Larry Martz em “Can Journalists Be Objective?” do The New York Times: ”Tiroteios em massa são ruins, por exemplo; o socorro aos sobreviventes do terremoto é bom. Não noticiamos abusos contra crianças com a empatia que demonstramos às suas vítimas e, se o fizéssemos, leitores e telespectadores recuariam”. Não diferente de outros animais, o ser humano não é racional o tempo todo e, na maior parte das vezes, é notória a presença das emoções na forma de se expressar e na forma de conceber outras opiniões, é esperado que o autor esteja de acordo com as ideias pessoais do leitor.


Adentrando no âmbito jornalístico, é perceptível que, mesmo diante da tentativa de alcançar a objetividade, ocorre uma falha, pois tudo que fazemos tem uma relação direta com a nossa forma de agir e pensar. De acordo com o filósofo Schopenhauer, a visão de mundo é uma representação daquilo que está no seu campo de visão e da sua vontade. Um bom exemplo é a matéria publicada pelo Estadão do dia 13/11/2024: “PEC do fim da escala 6x1 atinge assinaturas necessárias para ser protocolada; veja quem assinou: Ao menos 171 signatários eram necessários para que o texto fosse protocolado na Câmara dos Deputados; projeto é de autoria da deputada federal Erika Hilton”, é tendenciosamente a favor do fim da escala 6x1. 


A objetividade é um conceito relacionado com a imparcialidade, mas que nunca consegue ser cumprido. Uma visão psicológica diria que a subjetividade tem relação com o sentimento e a objetividade com a imparcialidade e a racionalidade. Sendo assim, o ser humano é tendencioso com a própria realidade e as próprias crenças, não conseguindo se desvincular da subjetividade presente no cotidiano a ser noticiado.  


Embora nenhuma forma de se expressar seja essencialmente conclusiva e imparcial, o jornalista é condicionado a noticiar de forma objetiva, mas demonstra a própria visão crítica sobre determinado assunto. O jornalismo, como um jogo de aparências, sempre tenta alcançar todos os públicos e opiniões. Portanto, apesar de tentar ser o mais amplo possível, sempre tem-se a tendência de seguir determinada linha de pensamento. 


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