Presença da objetividade e subjetividade na informação jornalística


A objetividade é vista como algo ideal do jornalismo, buscando entregar as notícias com fatos de forma neutra e imparcial. Porém, no meio jornalístico, é algo difícil de ser alcançado, pois carregamos visões moldadas através da classe social, religião, sexualidade, raça, entre outros.

Na matéria publicada pelo jornal O Globo, em novembro de 2024, com o título de “Anistia para réus do 8 de janeiro é inadmissível”, o texto afirma que “crimes contra a democracia são gravíssimos”. Esse exemplo deixa claro como a objetividade pode ser comprometida pelas escolhas do jornalista, por meio das fontes escolhidas, as pautas, pessoas que vão ser ouvidas, o modo que serão publicadas. Quando o veículo opta por termos que reforçam uma narrativa específica, sem apresentar outras perspectivas, ele também deixa de exercer o papel de informativo e passa a tentar influenciar a opinião dos leitores.

Conforme disse o escritor Honoré de Balzac: ‘Para o jornalismo, tudo o que é provável já é verdadeiro’. Nesse viés, devemos dar ênfase na influência de opinião, onde a sociedade não se dá uma determinada credibilidade em determinadas matérias publicadas. Alguns desses motivos são a não parcialidade no jornalismo, onde antigamente as pessoas achavam que jornais eram objetivos em assuntos da comunidade. Hoje não há tanta confiança por falta de credibilidade neste meio.

Para tornar o jornalismo mais equilibrado, é importante ampliar a transparência nos critérios de apuração e garantir espaço para diferentes vozes. Portanto, podemos tirar uma conclusão de que o jornalismo não mostra o mundo como ele realmente é, mas sim uma versão filtrada pelo olhar de quem narra.

Por Yasmim e Ana Beatriz.






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