Em um mundo onde discutimos sobre “Objetividade e Subjetividade”, é de extrema importância analisar como isso está presente no jornalismo que conhecemos, pois tudo que lemos nos leva a credibilizar a forma objetiva de transmitir a “verdadeira” mensagem.
As grandes mídias são um grande exemplo disso, as quais na maioria das vezes, notícia o acontecimento como ”mercadoria” e não seu contexto por trás do mesmo.
Sob esse viés, é perceptível que a objetividade tem como ponto negativo a visão de massa, a ideia de mercantilização, no qual se construiu a ética jornalística com objetivo de introduzir a imparcialidade, descredibilizando a subjetividade; a essência e a “verdade” que o indivíduo vive, afastando o leitor da informação toda, causando o fenômeno “desinformar, informando”.
Nesta ótica, é transparente que a manipulação da realidade é constante nas grandes mídias ao retratar um fato. No livro “ A objetividade Jornalística”, de Luiz Amaral , fica claro que “a questão é saber se é possível, e em que grau, o ser humano descreve as coisas como elas realmente são, independentemente da relação que temos com elas. É saber se, de fato, a objetividade é um caminho para a verdade e a realidade”. Ou seja, o jornalismo é sobretudo linguagem sobre linguagem; e não linguagem sobre mundo. Mediante essa ideia de Amaral, quando se dá foco a uma só ideia, exclui-se as milhares de informações ao redor, trazendo enfoque para a ideia empresarial, comercial do jornalismo. Neste sentido, retira-se as marcas de autoria dos pontos de vista que relatam de fato o contexto, sendo eles escritos por natureza.
Portanto, com o fito de sanar o padrão jornalístico que é enraizado na sociedade e trazer uma visão contextualizada da notícia, é necessário reforçar a ideia de mudança no estilo de escrita objetiva para um modelo menos empresarial, com o propósito de retomar à verdadeira circunstância, tendo um olhar mais empático e transparente da versão do que é o mundo para a sociedade.
Por Isabela Franco e Karollayne Castro
