No meio jornalístico, chama-se de objetividade quando um jornalista escreve sua tese baseada em fatos, de maneira imparcial e buscando a verdade. Enquanto a subjetividade é influenciada pelas crenças e opiniões, esses textos são feitos de maneira para que atinjam um público nichado sobre o assunto descrito. A escolha do tipo de texto pode reforçar a visão que o autor deseja transmitir.
Nota-se que, no jornalismo brasileiro, há uma subjetividade nas notícias que se mascaram de imparcialidade, isto é, matérias que aparentam não serem enviesadas, mas que buscam moldar as opiniões dos leitores de acordo com a do jornal. Entretanto, a objetividade por completo seria impossível, porque não existiria como dois jornalistas diferentes escreverem a mesma matéria de forma idêntica, uma vez que seus pontos de vista serão colocados na notícia, mesmo de forma implícita.
Tomando de exemplo a eleição do presidente Lula em 2022, as matérias sobre sua vitória destacam diferentes reações sobre as expectativas sobre seu mandato. A começar pelo The New York Times, que estampou em sua capa a subida do chefe de Estado brasileiro, que, cercado de diversos grupos minorizados, enfatizou sua luta pela equidade social. Por outro lado, o jornal espanhol El País ressaltou uma frase do governante, que prometeu reconstruir o país das ruínas deixadas pelo governo Bolsonaro, destacando a rivalidade entre os dois lados políticos do país. Podemos observar que, ambos os jornais noticiaram a posse de Lula à presidência da república, mas decidiram enfatizar diferentes acontecimentos pois vendem suas mídias para diferentes tipos de públicos, com classes, etnias e visões de mundo diferentes.
Portanto, concluímos que a imparcialidade no jornalismo é algo utópico, uma vez que, como mostrado acima, o jornalista sempre coloca, de forma simples ou bastante enfática, suas emoções e visões de mundo. Entretanto, cabe ao escritor exibir todos os lados da história trabalhada.
Por Miguel Alves e Lucas Simões
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