É possível uma notícia ser completamente imparcial e objetiva? É capaz que grande parte das pessoas responderia que sim, porém muitos não levam em conta que o ser humano enxerga a realidade que o cerca de forma subjetiva e que cada notícia difere seu contexto de acordo com sua angulação e de pontos de vistas diferentes que influenciam no direcionamento da matéria. Portanto, a subjetividade é inerente a todos os indivíduos e, contanto, a imparcialidade no ramo jornalístico é impossível.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a realidade nada mais é do que uma interpretação dos fatos, nos quais a mídia tenta transformar em um espelho da realidade. Dito isso, o jornalismo nunca transmite o que ocorre com total fidelidade. Isso se dá no fato de que cada fonte consultada tem sua própria visão sobre um mesmo acontecimento, contanto a escolha de fontes de contextos socioeconômicos distintos podem diferir na angulação em que a matéria está direcionada. Sendo assim, de acordo com o escritor Luiz Amaral: “A subjetividade não deve ser vista como um erro a ser eliminado, mas como uma condição inerente ao trabalho jornalístico, que pode enriquecer a compreensão dos fatos”. Essa situação é observada nas matérias a seguir: Matéria 1 “Sob Tarcísio, mortes de crianças e adolescentes pela PM mais do que dobraram em São Paulo (O Globo), matéria 2 “Crimes de estupro, latrocínio e furto crescem em São Paulo” (Agência Brasil). Atente que a subjetividade mostra que, diante de dados sobre a violência por exemplo, a escolha sobre o que e como relatar perpassa por escolhas.
Em conclusão, ao analisar as diferenças da objetividade e da subjetividade no meio jornalístico, é possível compreender que, quando o mundo é esvaziado da crítica, a narrativa é padronizada e que a imparcialidade nas confecções das matérias as tornam rasas e ausentes de contexto. Em consequência, a população será incapaz de construir um senso crítico e um sentimento de identidade frente a realidade atual, assim sendo impossível qualquer análise profunda e tentativa de mudança.
Por Artur Coan e Tomaz
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