Skate e políticas públicas.
No último domingo, às 15 horas, dois estudantes do curso de Jornalismo da UFSJ, se deslocaram até a praça da Biquinha localizada no bairro Tijuco, para realizar uma entrevista com quatro skatistas da cidade. O atual estado da praça impressionou os entrevistadores; a falta de serviços básicos como limpeza e a manutenção dos obstáculos da pista e brinquedos da praça chamam a atenção e levantam alguns questionamentos.
Em uma conversa descontraída, foram levantadas perguntas relacionadas ao total descaso da prefeitura por parte da manutenção e falta de infraestrutura. Os entrevistados usam diariamente aquele espaço de maneira recreativa e descreveram suas visões e expectativas relacionadas à atenção da prefeitura de sjdr com as praças e as pistas de skate da cidade.
João Pedro, há quantos anos você anda de Skate ? Entre muitas idas e vindas, frequentemente, faz dois anos que ando de skate.
O que você acha da infraestrutura nas pistas de São João del Rei? Eu diria que, para uma cidade com o tamanho e reconhecimento igual a São João del Rei, uma vergonha. Prometem muito e fazem pouco, tem muito o que melhorar.
E essas promessas vêm por parte da prefeitura? A gente tenta negociar, mas os projetos nunca vão para frente. Isso é algo que deixa os skatistas muito frustrados.
Os skatistas da cidade tem alguma instituição ou projeto social que luta pelos seus direitos? Sim, temos a associação de skate de São João, que sempre está ajudando, da maneira como podem, lógico. Mas estamos lutando para melhorar o skate em São João.
Quais os problemas que você enfrenta em um dia que você decide sair para andar de skate? Obstáculos depredados, impossíveis de se andar, e quando conseguimos, ainda sim é difícil, mas vamos tentar melhorar.
Paiva, você anda de skate a quanto tempo? Eu ando há mais ou menos três anos. No começo era mais por hobby mesmo. Hoje em dia, o skate não é apenas um esporte que eu saio para praticar, eu ando de skate para minha cabeça ficar limpa. é como um conforto, um refúgio que eu tenho. É um lazer.
As estruturas das pistas não te incentivam a praticar o esporte? Não, nenhum pouco. Eu prefiro, às vezes, até andar nas ruas do que nas pistas de São João.
Bryan, há quantos anos você anda de skate? Tem um ano e dez meses.
Você começou a andar de skate em São João del Rei? Sim
Quais são os problemas que vocês enfrentam no cotidiano, em um dia que vocês decidem fazer um role de skate, pelo descuido da prefeitura ?
As pistas são todas muito mal feitas, faltando coisas na pista, pista quebrada, pistas novas, porém, mal feitas.
Quais são suas expectativas quando o assunto é reforma e melhorias nas pistas de São João del Rei?
Eu fico muito triste, porque isso não é algo que vai acontecer tão cedo. A gente espera, porém a melhora não vem.
Com quantos anos você começou andar de skate?
Com 18 anos, vai fazer um ano que ando.
Você vê as pistas como elas estão, você acredita que te desmotiva a andar de skate? Desanima um pouco.
João Pedro, quais seriam as melhorias que você acredita que seria possível ser feitas na cidade em relação ao skate? Em questão das pistas, seria melhorar as bordas que estão quebradas, faltando partes, canos tortos, o chão sempre depredado, com buracos.
João, o que o skate representa para você hoje? Skate é minha vida.Sem skate, eu não sei como eu viveria.
Você acredita que o skate é um esporte inclusivo? Com certeza, já fiz vários esportes, mas o único que me senti recebido com carinho, foi o skate.
O que você espera para o futuro em relação às pistas de skate?
Eu espero, sinceramente, que eles tenham um pouco mais de carinho com os skatistas, fazerem coisas básicas para ajudar o esporte.
João, com a melhoria na infraestrutura das pistas, você acredita que o esporte pode ser mais fomentado e agregar uma inclusão na sociedade?
Com certeza, tanto que a associação de skate vem lutando para termos mais espaço em todos os lugares da cidade para andarmos e liberar essa arte para que todos possam fazer também.
Reporter : Lucas Anjos, Vitor Hugo.