A objetividade é definida como a obtenção da veracidade de fatos, portanto, não é algo decorrente do jornalismo atual. A imparcialidade, por sua vez, é consequentemente difícil de alcançar, graças a junção de ideais, valores e crenças adquiridos na vivência, propiciando que, veículos de imprensa usufruam dessa “não neutralidade” e optem por manchetes que não compactuam com as necessidades da população, assim, ocasionalmente mostrando uma linha editorial ideologicamente orientada.
Cada interpretação é de um jeito, cada recepção do leitor é diferente, no entanto, através de reportagens cada vez mais imparciais e com escolhas de ponto de vista, opiniões são moldadas, por isso ser neutro é quase impossível, já que a manipulação e a concepção pessoal estão extremamente presente nas análises jornalísticas da atualidade.
Como observado nos noticiários recentes, a necessidade de pesquisa de diversos pontos de vista é cada vez menor, onde o desconhecimento de grupos, histórias e crenças aumentam cada vez mais. Assim, segundo o escritor Luiz Amaral, em seu livro “A objetividade jornalística, “em sua tarefa diária, o jornalista precisa deixar em casa suas normas, princípios, referências políticas e ideologias, procurar excluí-los do pensamento e se concentrar na narração dos fatos.”
A manipulação de matérias é presente na nossa sociedade desde as guerras, ditaduras e invasões, tanto pelo governo quanto pela própria mídia que silencia histórias para expor somente algo favorável a eles. Um exemplo da brasileiro foi a ditadura de 1964, onde a mídia se transformou na principal fonte de “benefícios daquele governo”, a criação de uma realidade distorcida do vivenciado, não trazendo o intuito jornalístico que é basicamente a checagem completa dos fatos e do grupo envolvido principalmente no viés.
A solução proposta para o problema é a procura de equilíbrio e a busca do desdobramento contextual de toda situação, trazendo mais confiança, justiça e transparência, observando também o peso social de cada notícia e os reais prejudicados nesse meio, já que muitos são invisibilizados e marginalizados, assim não deixando entrelinhas o pensamento e opinião do escritor e evitando a filtragem de informações relevantes e precisas que fomentam a verdade do fato.
Por Bárbarah Emanuelle Neide da Silva e Larissa Dias da Rocha
